Capítulo 1:
- Eu sei que você me ama, ! – o fechou a porta do quarto do hotel.
- , abra essa porta agora e explique-se!
Você não deve está entendendo nada, é que esta traste me prendeu no banheiro durante uma hora.
- Me obrigue! – ele falou rindo.
- Pai! – gritei e o abriu rapidamente e tapou minha boca.
- Não chama o Paul, ele vai brigar comigo! – tentei falar algo, mas sua mão impedia. – O que? – tirei a mão dele da minha boca e falei.
- Se ferrou! – sorri diabolicamente e sai a procura do quarto 503 onde meu pai estava.
Ah, esqueci de falar, eu sou filha do Paul.
É, exatamente esse Paul, o segurança da One Direction! E agora você também deve estar se perguntando o porquê do ter feito aquilo, bem, é que ele e eu temos uma pequena briga.
Flashback on:
Começou quando eu estava dormindo tranquilamente no meu quarto no penúltimo dia de férias.
- ! Levanta! – meu pai me chamou batendo na porta.
- São sete da manhã! – resmunguei.
- Eu sei, mas a senhorita vai no meu trabalho comigo, não quero você sozinha aqui.
- Pai! Eu tenho 17 anos!
- Não quero que os maníacos se aproveitem da minha filinha, você tem vinte minutos.
Levantei ainda de má vontade e me arrumei, descendo as escadas para tomar um rápido café da manhã.
- Animada para conhecer o trabalho do seu pai?
- Ah claro. – respondi irônica. – Vou querer conhecer cinco meninos, metidos a famosos e filhinhos de papai.
- Não fale assim! Você nem sabe quem são. – minha mãe rebateu. – E não comece com esse mau humor todo!
Depois dessa pequena discussão, meu pai me levou até o lugar onde seria o show.
- Que horas nós vamos embora? – perguntei ao sairmos do carro.
- Depois que acabar o show, agradeça que hoje não tem passagem de som.
Entramos no local e várias pessoas vieram cumprimentar meu pai, me fazendo ser apresentada e tive que falar pelo ou menos uns vinte: “O prazer é meu, tudo bem?” e sorrir.
- Quando eles chegam?
- Ás dez.
- E a gente teve que chegar as oito? – quase gritei.
- Sim, e não levante a voz para mim, eu faço parte da segurança, tenho que chegar cedo.
Resmunguei e me sentei numa cadeira de plástico, fiquei me balançando até que meu pé saiu do chão e a cadeira começou a cair, e eu claro comecei a gritar.
- Cuidado! – alguém me segurou e eu olhei para cima.
Um par de olhos verdes me encarava e um sorriso maroto brotava em seus lábios.
- Erm... Obrigada. – falei corada enquanto me levantava da câmara de tortura.
- De nada, hum, desculpe perguntar, mas quem é você?
- Ah, sem problemas, sou a filha do Paul, .
- Prazer , sou o .
- E você trabalha com o que?
- Sério que você não sabe? – só pela pergunta já adivinhei.
- Não vai me dizer que você é um dos integrantes da banda. – retruquei revirando os olhos.
- Algum problema? – ele disse arqueando as sobrancelhas.
- Não, é que você é mais legal do que parecia.
- Vou levar como elogio.
- Mas foi!
- Eu sei, bestinha! – ele falou apertando a minha bochecha.
- Olha a intimidade, ! – eu o repreendi com cara de irritada.
- Desculpa! – ele respondeu rápido e com medo.
- To brincando. – complementei rindo.
- Bestinha. – ele me deu língua.
- Nossa , para de cantar toda menina que você vê! – um garoto falou dando um pesco tapa na cabeça do que antes eu conversava.
- Fica quieto, , porque eu nem to cantando ela!
- Mas do jeito que você é, não vai demorar! – ele se virou ara mim com um sorriso de orelha a orelha e apertou a minha mão.
- Sou o , prazer, qual é o seu nome, menina do ?
- Do ? – falei arqueando as sobrancelhas.
- Claro, esse daí ta gamado em você.
- Ah claro. – retruquei junto do revirando os olhos.
- Combinam até na fala e nos movimentos! Ai, casal lindo!
- Baixa a bola, , porque paciência não é ilimitada. – um outro menino, de camisa verde, agora entrava na conversa.
- Fica quietinho, , que ninguém te chamou aqui.
- Mas no volume que você fala, acho que até o Paul ouviu.
- O que? Meu pai ouviu essa baderna toda aqui?
- Seu pai? – os dois garotos exclamaram.
- Sim, ele é meu pai. Prazer, .
- . – o da camisa verde falou.
- ! – um outro falou quando chegou ao nosso lado. – Por que estamos falando nossos nomes?
- Pega o bonde andando e quer sentar na janelinha, é? – o falou.
- Quietinho . Quem é você, menina misteriosa?
- Sou , filha do Paul.
- Prazer , filha do Paul.
- Nossa , foi tão engraçado. – o retrucou revirando os olhos.
- Shiu.
- Que isso? – um outro garoto de cabelo falou, entrando na conversa. – Uma reunião?
- Sim, . – sussurrou o . – É uma reunião, temos que salvar o mundo, e a nossa chefe é ela, , a filha do Paul!
- Prazer, .
- O prazer é todo meu ! - eu disse o observando, eles até que são educadinhos!
- Mas então o que você veio fazer aqui? Sem querer ser grosso é claro! - perguntou.
- Meu pai não queria me deixar sozinha em casa e me trouxe junto!
- Muito interessante a historia de como a senhorita veio parar no nosso incrível show, mas nos temos que ir nos arrumar!
- Nossa, desculpa senhor famosinho!
- Não é por nada não, mas se preparar para nosso show é mais importante do que ouvir sobre sua vida!
- Vai lá princesa! Ninguém aqui ta te impedindo não! - eu disse no mesmo tom de arrogância que ele.
- Você está ai com os outros integrantes da banda, e eles também precisam se arrumar!
- Agora a culpa é minha? Eles que estão aqui, menino pelo amor de deus eu nem te conheço! – reclamei.
- E por isso mesmo eu não te devo satisfação da minha vida!
- Qual seu problema, hein? Meu pai disse que vocês eram super legais, mas parece que a fama subiu a cabeça de alguém! – disse alterada por conta da grosseria do menino.
- Calma ai gatinha, ele só está estressado por conta do show ele sempre fica assim. – disse tentando me acalmar.
- É, alem disso , nós já estamos indo, pode ir arrumar seu cabelo! – disse rindo. - É que ele é muito paranóico quando se trata do cabelo – sussurrou.
- Ah é ? Serio? Que legal, a princesinha se importa com o cabelo! – eu disse debochada.
- Afe menina cuida da tua vida!
- Para , você ta fazendo nós ficarmos com cara de mimados e arrogantes! – disse – Vamos nos arrumar, , e vem logo vocês três.
- Argh. – resmungou.
- Idiota!
- Ele não é sempre assim, ele só ta nervoso por conta do show! – defendeu .
- E porque o cabelo dele não acordou do jeito que ele queria – disse nos fazendo rir.
- Bom, vamos? – perguntou – Nos vemos depois do show aproveite bem!
- Valeu! Bom show!
Os meninos saíram e eu fui atrás do meu pai, eu o achei na porta do camarim dos meninos.
- O tava dando uma bronca no o que ele fez?
- Ele foi mal educado comigo e arrogante, e o percebeu que ele estava agindo que nem um popstarzinho de merda por conta da porcaria daquele cabelo e saiu arrastando ele!
- Eles só estão nervosos por conta do show, principalmente o !
- Ta pai, eu entendo. – eu disse o olhando, virei para o outro lado e sai andando sem rumo, era só eu não sair dos bastidores que estava ok! – Mas o é um fresco!
Comecei a andar para lá e para cá, almocei e fiquei andando de novo, até que vi uma pequena correria, e ouvi um grito de “3 MINUTOS”.
Acho que o show estava para começar, corri até meu pai que já estava com os meninos e lhes dei boa sorte, fui até a coxia que dava uma boa vista do palco e fiquei vendo o show, eles até que eram bons, e bem bonitinhos.
- Parabéns meninos, vocês foram ótimos!
- Sei disso. – me respondeu convencido e voltou para o camarim.
E foi assim que minha rivalidade com a princesa começou.
Flashback off.
- Paaaai! – exclamei no seu ouvido.
- Fala filha.
me olhava com pânico estampado no seu rosto. Se ferrou.
- Posso ir no Starbucks? – suspirou aliviado e meu pai me encarou.
- Vai né, tenho como te impedir?
O olhei surpresa.
- O que você fez com o meu pai super protetor?
- Nada! Você ta segura, alem disso a Starbucks é aqui perto e não tem perigo, só não fale com estranhos, não se desvie do caminho, não demore muito... – o interrompi.
- Já sei, paizinho, te amo - lhe dei um beijo na bochecha e sai andando pelas ruas em busca de uma Starbucks.
Quando achei uma filial da minha cafeteria favorita fui até o caixa e fiz meu pedido, um frapuccino e um muffin de gotas de chocolate. Logo o pedido ficou pronto, o retirei e fui com o copo e o pratinho em mãos até minha mesa, mas algo me impediu de completar o meu percurso, e meu delicioso frapuccino (fervendo) derramou-se sobre esse algo.
- Ai ta quente, que merda olha por onde anda sua baixinha!
POV. PAUL (minutos depois de a sair)
- Paul, nós estamos com fome! - chegou reclamando junto com mais quatro meninos esfomeados.
- Queremos tomar café, mas está fechado o restaurante do hotel. - reclamou.
Olhei o relógio e eram 11:00 e o restaurante estava fechado, faziam alguns minutos que havia ido tomar café no Starbucks, então decidi leva-los a cafeteria também.
- Vamos à Starbucks? – perguntei.
- Nós vamos, você - apontou para mim – fica.
- Mas e a segurança de vocês?
- Paul desencana, estamos seguros acho que lá não vai estar tão cheio, e se a barra pesar nós ligamos. - disse me convencendo, até que ele tinha razão, alem disso a estava lá e ligaria para mim!
- Podem ir meninos, mas vocês já sabem.
- Nada de falar com estranhos, e vão disfarçados! Já sabemos Paul - disse.
Vi eles subirem para se trocar e voltei para o meu quarto falando para um outro segurança ficar de olho.
Pov.
Olhei para cima e vi um ser desprezível e arrogante.
- , me desculpa!
- Não, porra olha por onde anda da próxima vez!
- Colega, quem esbarrou em mim foi você e me deve um frapuccino!
- E você me deve a lavanderia dessa blusa, e esse negocio ta quente sabia? Alem disso eu não vou pagar o seu frapuccino, pague você mesma! - o olhei irritada e quase bati naquele ser ignorante e nada cavalheiro.
- Pode deixar que eu compro um outro para você ! - disse me puxando para longe de .
- Isso é perseguição é? - perguntei quando eu vi , e também, eles riram.
- Não seu pai nos mandou para comer aqui, nós acordamos muito tarde.
- Da pra ver! Vocês estão com a cara toda amassada. - eu disse rindo. - Já que vocês estão aqui, me façam companhia no café!
- Nem se você não tivesse convidado nós íamos sentar com você! - disse.
- Eu prefiro me sentar sozinho! - reclamou.
- Menos um pra me encher! - eu disse brincando, mas com uma pontinha de verdade - Não vai fazer falta! - olhei para - Vamos eu quero meu frapuccino com chantily! - peguei meu muffin que estava em um pacotinho e dei uma mordida - Muffin é delicioso, acho que vou comprar outro.
- Eu compro também, princesa - o disse me abraçando de lado e indo até o caixa me levando com ele.
- Que intimidade é essa menino? Não nos conhecemos à dois meses! Muita intimidade para meu gosto! - ele riu e revirou os olhos.
- Quero dois frapuccinos com chantili e dois muffins.
Ele pediu e nós fomos até a mesa esperar o pedido ficar pronto, logo os meninos estavam sentados junto com a gente, até mesmo o .
- Olha, a princesa decidiu sentar com a ralé! - debochei.
- Ah, vai se fuder !
- De onde veio esse amor todo? - ironizou.
- É muito amor para duas pessoas! - completou rindo.
- Essa semana vai ser longa - reclamei jogando minha cabeça para trás e ouvi o nome dos meninos serem chamados.
Sim, eu teria que aguentar esses cinco a semana toda à tarde, de domingo (hoje) até sábado, quando eles terão um show, acho que meu pai não confia em mim... Eles foram buscar os pedidos e eu fiquei sentada ali na mesa, uma menina ruiva apareceu do nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário